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[Missão de Iniciação] A Nova Geração de Cavaleiros (Athena)

MensagemAssunto: [Missão de Iniciação] A Nova Geração de Cavaleiros (Athena) Dom Set 24 2017, 01:33

Missão Padrão para todos os Ingressantes


A Nova Geração

de

Cavaleiros



A batalha perdura a 300 anos e muitos guerreiros pereceram em combate. O exército de Athena foi renovado com novos guerreiros incontáveis vezes, sem tempo para que o sangue derramado pudesse ser esquecido. Ao passo que novos cavaleiros eram formados novos aspirantes eram levados ao santuário para que um dia pudessem substituir seus mentores. Hades ainda não havia perdido e embora ambos os reinos sofressem com baixas era óbvio que a guerra estava longe de acabar. Não enquanto um dos deuses não fosse obrigado a renascer em outra era. Os novos cavaleiros finalmente estavam surgindo e o Grande Mestre, representante da deusa na Terra, sente que é o momento apropriado para conhecer os novos guerreiros.

Explicação

Você foi convocado pelo Grande Mestre para se apresentar no Salão. Seu objetivo é escrever um roteiro livre sobre o encontro com o GM levando em conta que as apresentações são individuais e não coletivas. Mínimo 20 linhas.

Para participar basta escrever seu roteiro e mandar como resposta neste tópico. Um avaliador irá informar a recompensa ganha no campo "Participantes".

Recompensas


Recompensa Mínima: 100 de EXP e Loyalty
Recompensa Máxima: 1000 de EXP e Loyalty





Participantes

Lista:
 


Última edição por Admin em Qui Set 28 2017, 02:13, editado 2 vez(es)
MensagemAssunto: Re: [Missão de Iniciação] A Nova Geração de Cavaleiros (Athena) Qua Set 27 2017, 19:50






- A Nova Geração de Cavaleiros -

"Você foi convocado pelo Grande Mestre para se apresentar no Salão. Seu objetivo é escrever um roteiro livre sobre o encontro com o GM levando em conta que as apresentações são individuais e não coletivas. Mínimo 20 linhas."


Se tornar um cavaleiro de ouro trouxe a Kyros uma enorme responsabilidade para com o Santuário. Um defensor das 12 Casas do Zodíaco faz parte da última linha de defesa de Athena, assim como a maior potência de seu exército. A patente era sem dúvidas recheadas de deveres e preocupações, mas a honra de ser um dourado era imensa e compensava o revés. Pouco havia se tornado o detentor da Armadura de Sagitário quando finalmente sua primeira missão como cavaleiro havia sido lhe imposta. O Grande Mestre convocara-lhe a presença, afinal uma nova geração surgira após as grandes perdas e nada melhor do que uma apresentação para tirar as impressões de seus novos guerreiros. Seria o primeiro encontro com a maior autoridade do Santuário, superado apenas pela própria deusa. Suas ordens eram leis e absolutas. Somente a ideia de se encontrar com tal homem com o título de cavaleiro de ouro lhe dava calafrios, uma sensação totalmente diferente de quando era aspirante. Era o peso de sua veste dourada e de ser o único remanescente com este título.

Subir as 12 casas sendo seu único protetor trazia uma sensação de solidão enorme. Os passos de qualquer um comumente ecoavam dentro das casas, mas o silêncio era tanto que provavelmente poderia ser ouvido duas casas adiante. Nem mesmo os soldados subordinados dos cavaleiros de ouro se faziam presentes nesta ocasião, afinal não havia a quem servir. Kyros "absorveu" a determinação de todos os sagitários que morreram nessa sangrenta guerra de 300 anos, estando mais que disposto a garantir a vitória desta nova geração dos 12. Após finalmente cruzar as casas sem interrupção chegou ao Salão do Grande Mestre anunciando-se ao auxiliar.

— Estou aqui como solicitado pelo Grande Mestre. Por favor, anuncie a chegada de Kyros de Sagitário.

O auxiliar anunciou como solicitado e Kyros recebeu permissão para avançar. Ao finalmente dar-se de cara com a figura sentiu-se oprimido por sua presença. O Grande Mestre sem dúvidas era um grande mistério e alguém mais poderoso do que um recém ingressado cavaleiro, mesmo que de ouro. O jovem dourado pôs-se de joelhos.

— Apesar de ter passado por mais de 10 anos de treinamento para assumir este posto, não é de praxe um jovem que acabou de se tornar cavaleiro se deparar com uma guerra de proporções tão grandes. Não existe treinamento que prepare alguém verdadeiramente para um cenário como este, Kyros, e é por isto que estamos tão alarmantes. Você presenciou a antiga geração ser sobrepujada pelo submundo e sabe o enorme risco que está correndo.

— Sim, Grande Mestre.

— Como cavaleiro de ouro você é a elite de nossa força. Um dos 12 santos mais poderosos e destemidos, mas sua Armadura de Sagitário esconde um poder ainda maior: sua Flecha Dourada é capaz de reunir o poder de todos os santos em uma investida contra Hades. Seu arco é tão importante quanto as armas de Libra. Compreende seu papel e importância?

— Sim...

— Preciso que esteja pronto para exercer seu papel Kyros. Se o dourado de Sagitário não estiver preparado para exercer sua função nessa guerra de 300 anos seremos forçados a acelerar outra geração de cavaleiros, e não sabemos quantos mais são aptos para assumir o posto de guerreiro santo. Crie uma boa relação com seus companheiros e aprenda a cooperar com estes, caso contrário teremos outro rio de sangue. Fique de olho nos jovens promissores e relate caso alguém esteja falhando em seu dever.

Kyros assentiu uma vez mais e com a licença do Grande Mestre se retirou do Salão, retomando seu posto na Casa de Sagitário.

valeu @ cács!



Legenda:
Narração
Kyros
Grande Mestre
MensagemAssunto: Re: [Missão de Iniciação] A Nova Geração de Cavaleiros (Athena) Qui Set 28 2017, 01:51


Amon de Gêmeos
TÍTULO PRINCIPAL


A
mon recém cavaleiro aurífero protetor da casa geminiana, estava recluso em seu santuário. Inquieto, andejava de um lado ao outro, pensativo; o rapaz estava em profundas dúvidas a respeito do sumiço repentino de seu irmão, sabia o motivo, entretanto buscava algo mais concreto para satisfazer essa ânsia duvidosa. Amon estava trajando a armadura aurífera, claro, era um orgulho ao rapaz andejar portando esta, era perfeitamente, o símbolo de seu poder, sua grandiosidade.

O momento contemplativo do cavaleiro logo ruiu por terra, passadas pesadas ecoaram nas proximidades ecoavam para o interior da casa, denegrindo a audição audível do geminiano, que logo pôs-se sob alerta contínuo. Em poucos segundos, pressentiu um cosmo amigável aproximando-se, certamente era um aliado ateniense, deduziu que possivelmente, traria algumas notícias sobre o Grande Mestre, já era hora de conhecer tamanha figura, afinal haveria de se apresentar novamente, como mais novo membro da elite da cavalaria. A imagética do aliado logo apresentou-se à frente, em um movimento cortês; o cavaleiro reconheceu o santo aurífero e logo pôs-se a reverencia-lo, sinal notório de respeito. Agradecido, Amon, recurvou-se, contemplando o gesto amigável do aliado e mantendo ainda uma relação horizontal com o rapaz. Não tardou até o aliado inclinar-se ao diálogo, era nítido que havia uma mensagem para o geminiano, e ele estaria ali para entrega-la:
- Amon de Gêmeos! – Exclamou o cavaleiro, por fim atenuou sua voz, continuando a mensagem. – O Grande Mestre, requer sua presença no salão principal! É de suma importância que vá o quanto antes!
Após tais palavras, o aliado retirou-se do recinto, sem antes reproduzir o gesto de respeito de outrem. Amon, por uma fração de segundos inclinou-se a dúvida novamente, o motivo do chamado repentino, era algo a se pensar, no entanto, o geminiano logo partiu em direção ao santuário; a resposta para a dúvida era simples, e seu caminho, mais simples ainda. Passou pelos templos vazios do santuário, como de costume, passadas curtas e vagarosas, postura firme e ríspida, era de fato um cavaleiro imponente, sua postura afirmava isso.

Lentamente passou pela casa de sagitário, um cosmo comum fora sentido pelo geminiano, era de fato um aliado forte, havia de estar naquela localidade um outro santo ateniense, o cavaleiro de sagitário. Amon logo que avistou-se cumprimentou-o, era um amigo em potencial, ambos no futuro iriam lutar lado a lado, então é compreensível a tentativa de amizade posteriormente, entretanto, seu objetivo delineou a permanência na casa de sagitário. Após o cumprimento, Amon logo partiu em direção ao salão do Grande Mestre, seu chamado, segundo o mensageiro, devia se apresentar de forma imediata, logo o tempo do Grande Mestre era diminuto e este não queria faze-lo esperar, além de que, futuramente haveria bastante tempo para ambos os aliados se conhecerem e firmarem amizades.
Não tardou a chegar ao salão do Grande Mestre; era um salão robusto, trajava a alcunha de ser o mais belo de todos os santuários, do lado de fora o que chamava atenção era a fachada no formato triangular, a engenharia permitiu-se formar uma fachada de um triângulo equilátero perfeito, o que em somatória das inúmeras colunas dóricas, deixava um ar elegante ao local, de uma beleza impressionante. Entrando o santuário, era possível observar a repetição das colunas dóricas, entretanto na maioria destas agora haviam ornamentações que conclamavam a glória do reino ateniense, realmente era um lugar muito bonito. Amon aproximou-se do trono onde jazia o Grande Mestre, a figura notória deste foi adentrando o campo visionário do geminiano, logo que aproximou-se, reverenciou-o como uma figura maior, digna de tal honraria. O Grande Mestre elevou seu palmo destro, em sinal de reconhecimento, o geminiano ao observar tal ato, recuou, reassumindo postura de outrem. Amon, levou seu palmo destro ao peito e logo inclinou-se ao diálogo, iniciando-o:
- Olá Grande Mestre! – Exclamou o geminiano, com orgulho. – Meu nome é Amon de Gêmeos, e eu me apresento ao senhor, estou aqui, como o senhor havia ordenado!
- É um prazer Amon, entretanto, não chamei-o apenas para parabeniza-lo! – A voz firme do Grande Mestre, anunciava o prelúdio de um assunto importante. – É de conhecimento de todos que essa Guerra Santo está assolando o santuário e mundo térreo, é de conhecimento geral que nesses 300 anos de guerra, perdemos muitos aliados! Todas as mortes são de igual importância para o santuário, apesar dos santos de ouro terem maior peso, afinal são a elite do nosso poderio! Eu convoquei-o aqui, para dizer-lhe que é de suma importância que dê o seu melhor nessas batalhas que estão por fim, quero lembrar que você como cavaleiro de ouro, não luta apenas por sua vida! Luta também pela vida de todos na terra, é de conhecimento geral, que as forças de Hades querem devastar a terra, nossa guerra é para trazer a paz a este reino e você, junto dos outros guerreiros, têm suma importância nessa guerra! Quero lembrar que o sumiço repentino do seu irmão, pode tê-lo levado ao exército inimigo, então sei que é doloroso, mas peço que se for preciso, mate o seu irmão! Ele não hesitará em lhe matar.
O início do discurso alavancou um orgulho no coração do geminiano, entretanto no final, deixou-o tristinho. Seu semblante ao final do diálogo, tornou-se deprimente, por mais que se seu irmão fosse inimigo do reino ateniense, mata-lo, não era algo palpável, era até temeroso, Amon inicialmente duvidou que teria coragem para tal ato, entretanto na frente do Grande Mestre, não pestanejou, apenas assentiu com a cabeça, refez novamente a postura de outrem, respeitosa, recurvando-se e logo, saiu daquela localidade. As palavras do Grande Mestre ecoavam pelo seu subconsciente, evidentemente que a última frase marcou-o profundamente, no entanto, iria treinar o suficiente para a chegada hora, seu fardo agora era muito grande, proteger o reino ateniense era muito mais que seu objetivo, tornou-se seu caminho de vida.






MensagemAssunto: Re: [Missão de Iniciação] A Nova Geração de Cavaleiros (Athena) Dom Out 01 2017, 15:52



O caminho pelo qual percorre a justiça, o cisne bate as asas
APRESENTAÇÃO





A fina chuva que caia no santuário trazia velhas memórias ao atual cavaleiro de cisne. Alexei era tomado pela lembrança de seu primeiro treino no santuário, das perguntas que fez ao seu mestre, mas acima de tudo conseguia reviver cada palavra dita pelo homem que veio a se tornar o maior modelo de vida do jovem francês.

- Mestre Miguel, por que existem pessoas más? - perguntou o infante. - É estranho pensar que algumas pessoas agem assim apenas por gostar do sofrimento alheio.

- Alexei, você vê a chuva? - o homem pergunta enquanto estende sua mão para o lado. - É um ciclo inevitável, a água evapora, torna-se vapor de nuvem, sobrecarrega, cai e evapora outra vez. Assim é a eterna luta entre o bem e o mal: o mal surge, o bem se levanta e eles se enfrentam para garantir que o equilíbrio do mundo seja mantido.

A resposta dada lhe foi mais que o suficiente. Apenas aquele homem conseguia explicar algo para Alexei de uma forma que pudesse entender de primeira, sem fazer com que o menino viesse a indagar ou criar subtópicos que focassem em preencher a primeira pergunta. A sabedoria era a benção dada a Miguel que, o antes aspirante, almejava para si.

- Mensagem para o cavaleiro de Cisne. - uma voz masculina despertou Alexei. - Vinda do santuário em uma importante convocação.

Recém-saído de seu devaneio, o rapaz virou-se com um sorriso no rosto para o mensageiro. O homem tinha a mesma estatura que o cavaleiro e trazia em suas mãos uma carta de punho com o selo do Grande Mestre do Santuário. Isso implicava que por alguma razão, até esse momento desconhecida, o mesmo queria se comunicar com Alexei. A ansiedade tomou conta do peito do jovem regido pela constelação de Cisne, afinal era uma mensagem do pontífice do Santuário. Com cuidado abriu e leu os dizeres da mesma, uma clara e exata ordem direta para que viesse se apresentar ao escritor da carta.

Como ironia do destino o portador da gélida armadura de Cisne gelou. Tinha algumas poucas horas para poder ir de encontro com o ser mais importante dos 88 cavaleiros, ficando abaixo apenas da própria deusa Athena, e isso o aterrorizava. Em segundos, que para ele foram horas, pensou em tudo o que podia dar errado e na infinidade de desastres que poderia cometer se fizesse algo desastroso na frente de tamanha autoridade.

- É empolgante não é? - o mensageiro voltava a lhe trazer de volta a realidade. - Ter o próprio Grande Mestre a te esperar no grande salão, não que eu saiba como é isso, mas é de se imaginar.

- Sim, tem razão. - Alexei mostrou-se mais calmo. - Já irei ao encontro do mesmo., obrigado de qualquer forma.

E conforme o mensageiro ia embora, o loiro apenas parava para pensar em como o soldado sabia o conteúdo da carta, imaginando que o positivo rapaz tinha lido sua correspondência. Não pensou em denunciá-lo ou coisa do tipo, simplesmente sorriu e balançou a cabeça negativamente. Agora mais focado pôs-se a preparar sua ida até o mestre.

------x------

As estrelas já cintilavam na noite como pequenos iluminadores em meio a escuridão quando Alexei se apresentou para o Grande Mestre. O salão de proporções esmagadoras deixava o cavaleiro encantado, tal qual criança em meio a um parque de diversões. Grandes pilastras, decorações luxuosas (que apesar de todo o valor, não eram extravagantes, mas sim na medida correta) fez com que  o guerreiro de bronze viesse a repensar a importância do ser com quem ia se encontrar. Suou frio ao ouvir de um soldado a frase "o grande mestre o aguarda". Em passos vacilantes aproximou-se do majestoso trono no qual se encontrava o pontífice.

- Alexei, cavaleiro de bronze de Cisne se apresentando, senhor. - o guerreiro ajoelhou-se em demonstração de respeito.

- Levante-se jovem cavalheiro. - a voz soou, tal qual sua presença, imponente. - Deve estar se perguntando o motivo de ter sido convocado no dia de hoje, não é mesmo?

Erguendo-se o jovem concordou balançando a cabeça de forma positiva. Apesar da tentativa de destravar-se mais em frente ao grande mandante, o rapaz sentia-se cada vez mais rígido ao sentir que o homem de maior superioridade estava à frente. Tentou se acalmar e mostrar que estava pronto para a situação, mas tudo isso era muito mais fácil em sua mente do que colocado em prática.

- Creio que em algum momento da sua vida, você veio a se perguntar o motivo do mal existir. - disse o Grande Mestre de forma calma. - Cisne, da mesma forma que a noite chega para assolar nosso mundo com sua escuridão, o dia vem para trazer a esperança a humanidade, é um equilíbrio a ser mantido. Assim é o conceito dos cavaleiros de Athena: enquanto Hades ressurge e tenta usurpar o lugar de nossa deusa para trazer caos e destruição, Athena ressurge para o combater e garantir aos seres humanos o livre-arbítrio, a liberdade.

As palavras do Mestre de todo o Santuário fazia Alexei relembrar a conversa que tivera há anos com Miguel. Era um discurso belo e admirável, que enchia o jovem guerreiro de determinação e coragem. Em meio ao discurso, o pontífice virou-se para o loiro e colocou mais firmeza nas palavras.

- Meu jovem, os tempos em que vivemos são sombrios e jamais, desde os tempos mitológicos, houve uma guerra santa que durasse tanto tempo quanto essa. E você como membro do exército de Athena deve tomar seu lugar de direito e se esforçar ao máximo para manter o equilíbrio do mundo. - e com um tom de voz inspirador prosseguiu. - Você é um cavaleiro de bronze, um soldado de baixo rank no nosso exército, mas não deixe que isso te limite. Não deixe que te julguem por sua armadura, pelo contrário, treine e fique mais forte, faça com que reconheçam que um simples cavaleiro de bronze pode ir longe. O destino da Terra e da humanidade também está em suas mãos, afinal você está nessa guerra também. Isso é tudo por enquanto, vá e treine cavaleiro.

Se tinha adentrado no local sentindo-se nervoso e inseguro, o mais novo havia saído com uma força de vontade e segurança que nunca tivera em sua vida. Estava determinado a dar tudo de si: pela liberdade, pelo livre arbítrio, por honra, por Athena.


ALEXEI DELACROUXE
Santuário de Atena ● Encontro com o GM ● Cavaleiro de bronze

MensagemAssunto: Re: [Missão de Iniciação] A Nova Geração de Cavaleiros (Athena) Sab Out 21 2017, 20:39

Monika finalmente chegou em sua morada zodiacal depois de um dia exaustivo de treinamento solo. Mesmo sendo quem era, mesmo depois de tanto tempo de treino para adquiria a tão cobiçada patente dourada, a amazona de Escorpião não gostava de ficar parada... aliás, seria burrice ficar sem qualquer tipo de treino, ainda mais no meio de uma guerra que sabe-se lá até quando duraria. Além disso, ela sabia que haviam muitos que a julgavam por ser mulher, mesmo sendo uma amazona de ouro. E era por mais esse motivo que ela continuava treinando, no mesmo ritmo que fez com que ela conseguisse chegar onde chegou: ela não queria que ninguém tivesse motivos para dizer "Tá vendo? Quem mandou colocar uma mulher como amazona de ouro?". Tudo bem que esse preconceito vinha só dos níveis mais baixos do exército da deusa (a patente dourada, e muito menos o Grande Mestre, não tinha tempo para ficar de fuxico sobre esses pormenores), e ainda assim era uma minoria muito pequena, mas ainda assim incomodava profundamente.

A ignorância era mesmo uma porcaria.

- Senhorita Monika - uma voz a despertou dos seus devaneios; um mensageiro.

- Pois não, meu jovem - ela murmurou, notando a pouca idade do rapaz. Não devia ter mais do que quinze anos, mas já tinha noção dos "protocolos" a serem seguidos no Santuário, pois assim que ela fez contato visual com ele, o jovem rapidamente fez uma respeitosa reverência.

- O Grande Mestre deseja falar com a senhorita - ele respondeu prontamente.

- Ele mencionou o motivo?

- Não, apenas disse que precisava falar pessoalmente com a senhorita... e disse que precisava fazer isso o quanto antes, de preferência ainda hoje.

A amazona ergueu uma sobrancelha, mas o mensageiro não percebeu sua expressão de dúvida por conta da máscara que cobria a metade superior de seu rosto (*). Não era comum o Grande Mestre chamar alguém para comparecer a sua sala para conversar pessoalmente. Se isso estava acontecendo, era porque era sério.

- Está bem. Por favor, informe o Grande Mestre que estarei por lá daqui a pouco.

O jovem apenas acenou confirmando que ouviu e partiu, fazendo uma última reverência.

Sem demora, Monika foi até o fundo da sala zodiacal e ficou de frente para a caixa de Pandora da armadura de Escorpião. Bom, se iria comparecer diante do Grande Mestre, deveria fazer isso de forma adequada.

Não demorou para que ela já estivesse trajando a armadura dourada e começasse a subir as escadarias que ligavam as casas zodiacais e que levavam ao salão do Grande Mestre. Apesar de estar marchando rapidamente, o movimento era elegante e fluido. Sentia-se orgulhosa sempre que vestia aquela armadura, lembrando-se que aquele era o símbolo máximo do quanto seu esforço valia a pena, e que sua dedicação a servir a deusa Atena não seria em vão.

- Por favor, informe ao Grande Mestre que a amazona de ouro de Escorpião, Monika Skorpion, veio atender ao chamado dele - ela solicitou ao guarda que ficava diante da entrada do salão que se encontrava o representante direto da deusa Atena. Rapidamente o homem a atendeu, e em pouco tempo, lhe foi dada a autorização para entrar na sala.

Monika olhou ao redor, sem conseguir não ficar impressionada com o lugar. Era grandioso, imponente, sóbrio... digno de uma deusa tão poderosa quanto a deusa da Sabedoria.

- Senhor - ela fez-se presente, ajoelhando diante da poltrona do Grande Mestre; o seu superior estava ao lado do assento, de costas para a amazona, olhando para a passagem que dava para os aposentos da deusa em si - Monika de Escorpião se apresentando.

- Obrigado por atender ao meu chamado, Monika - a voz forte do homem ecoou pelo salão, mas era tranquila - Como está seu treinamento? Sei que o faz quase diariamente.

- Sim, senhor - a amazona ergueu a cabeça para olhar na direção do Mestre, mas não levantou-se - É importante manter a forma, já que devemos estar em alerta constante, principalmente na nossa atual situação.

- Fico contente em saber que se mantém tão empenhada em servir a nossa deusa... esperado da filha de uma amazona dedicada como Anelise - O tom de voz do homem era de puro contentamento. Ele virou-se para olha-la nos olhos - E é bom ver que você tenha noção do quanto precisamos estar alertas aos movimentos do inimigo... eles podem fazer o que for necessário para alcançar os seus objetivos, mesmo que isso signifique atropelar qualquer um a sua frente... mesmo que sejam civis inocentes.

O Grande Mestre moveu-se e sentou-se em sua poltrona. A pergunta que veio a seguir foi apenas para confirmar a lealdade da jovem adulta, e Monika sabia disso. No entanto ela não se sentiu ofendida.

- Posso contar com você para dar a sua vida pela deusa, se preciso for, Monika de Escorpião?

- Grande Mestre, meu treinamento tinha meramente como objetivo aperfeiçoar minhas habilidades para além do limite, apenas para servir a nossa deusa. Estou disposta a dar minha vida por seus ideais e para defender esse mundo que ela tanto ama.

- Obrigado pela lealdade, minha jovem amazona - o contentamento era evidente na voz do homem.


(*) escreveu:
Essa máscara foi inspirada na máscara da Sônia de Escorpião, da saga Ômega
Conteúdo patrocinado
MensagemAssunto: Re: [Missão de Iniciação] A Nova Geração de Cavaleiros (Athena)

[Missão de Iniciação] A Nova Geração de Cavaleiros (Athena)

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